O uso de bioinsumos no agronegócio brasileiro representa uma das maiores transformações sustentáveis da agricultura moderna. Segundo Alfredo Moreira Filho, empresário fundador e management do grupo Valore+, o avanço dessa tecnologia é resultado de uma mudança de mentalidade: o produtor rural está aprendendo a enxergar o solo, as plantas e os microrganismos como aliados estratégicos na produtividade e na rentabilidade. Essa nova fase da agricultura alia eficiência econômica à responsabilidade ambiental, consolidando o Brasil como um dos líderes globais no uso de soluções biológicas.
Venha conhecer o que são os Bioinsumos e qual seu papel no mercado brasileiro.
O que são bioinsumos e como eles atuam
Bioinsumos são produtos desenvolvidos a partir de organismos vivos, como bactérias, fungos, vírus, insetos e extratos vegetais, utilizados para substituir ou complementar defensivos químicos e fertilizantes sintéticos. Eles atuam no controle biológico de pragas, na fixação biológica de nitrogênio, no aumento da absorção de nutrientes e na melhora da estrutura do solo.
Como explicita Alfredo Moreira Filho, o principal diferencial dos bioinsumos é a capacidade de promover equilíbrio ecológico no sistema produtivo. Em vez de eliminar indiscriminadamente microrganismos, eles fortalecem a biodiversidade natural, criando um ambiente agrícola mais resiliente e sustentável.
Entre os produtos mais comuns estão os biofertilizantes, inoculantes, bioestimulantes e biodefensivos. Esses insumos são aplicados em culturas de grande importância econômica, como soja, milho, café e cana-de-açúcar, com resultados expressivos em produtividade e redução de custos.
O crescimento do setor no Brasil
O mercado brasileiro de bioinsumos cresce a taxas superiores a 20% ao ano, impulsionado por políticas públicas e pela demanda crescente por alimentos mais sustentáveis. O Programa Nacional de Bioinsumos, criado pelo Ministério da Agricultura (MAPA), tem sido fundamental nesse avanço, estimulando a produção, a pesquisa e a adoção de biotecnologias no campo.
Empresas nacionais e multinacionais estão investindo em laboratórios e biofábricas, ampliando o portfólio de produtos e melhorando a eficiência das formulações. Como demonstra o empresário Alfredo, essa expansão é reflexo de um novo paradigma: a agricultura do futuro será biológica, digital e inteligente, baseada em dados e na compreensão dos processos naturais.
Além disso, a agroindústria brasileira se destaca pelo potencial de exportação de bioinsumos. Países da América Latina, África e Ásia têm buscado parcerias com o Brasil, reconhecendo sua liderança no desenvolvimento de soluções sustentáveis adaptadas a climas tropicais.

Benefícios econômicos e ambientais
O impacto financeiro dos bioinsumos é significativo. Em muitas propriedades, a substituição parcial de insumos químicos reduz em até 30% os custos de produção, sem comprometer o rendimento das lavouras. Isso aumenta a margem de lucro do produtor e contribui para a valorização de produtos certificados como sustentáveis.
Ambientalmente, o uso de bioinsumos diminui a contaminação do solo e da água, reduz a emissão de gases de efeito estufa e preserva a microbiota natural. Esses efeitos contribuem diretamente para a saúde do ecossistema e fortalecem a imagem do agronegócio brasileiro no cenário internacional.
Conforme explica Alfredo Moreira Filho, o retorno financeiro também vem do longo prazo: solos mais equilibrados e produtivos exigem menos correções químicas e apresentam maior capacidade de retenção de nutrientes e água, tornando o sistema agrícola mais autossuficiente.
Desafios e gargalos tecnológicos
Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios. A regulamentação dos bioinsumos é complexa e, muitas vezes, lenta, o que atrasa a entrada de novos produtos no mercado. Além disso, o conhecimento técnico sobre aplicação e armazenamento ainda é limitado entre pequenos e médios produtores.
Outro obstáculo é o controle de qualidade. Como os bioinsumos envolvem organismos vivos, sua eficácia depende de fatores como temperatura, umidade e manejo correto. Isso exige capacitação e acompanhamento técnico constante, ressalta Alfredo.
O futuro dos bioinsumos dependerá de um tripé: pesquisa científica, assistência técnica e educação rural. O produtor precisa entender o funcionamento biológico dos insumos para aplicá-los de maneira estratégica e segura, resume o empresário.
O papel da engenharia agronômica
A engenharia agronômica desempenha papel central nesse processo. Os agrônomos são os mediadores entre a ciência e o campo, responsáveis por traduzir as descobertas em práticas acessíveis ao produtor. Cursos de agronomia já vêm incorporando disciplinas de biotecnologia e microbiologia aplicada, preparando uma nova geração de profissionais alinhada com a sustentabilidade e a inovação.
Junto a isso, o uso de tecnologias digitais, como drones, sensores e plataformas de análise de dados, tem ampliado a eficiência do manejo biológico. A integração entre biotecnologia e agricultura de precisão é o novo horizonte da agronomia moderna. Os bioinsumos não são apenas uma tendência, mas uma realidade consolidada no campo brasileiro. Eles representam a síntese perfeita entre produtividade, economia e respeito ao meio ambiente.
O empresário Alfredo Moreira Filho considera que investir em biotecnologia é investir no futuro da agricultura. O sucesso do produtor rural depende cada vez mais da sua capacidade de equilibrar tecnologia e natureza, e os bioinsumos são a chave para esse novo modelo de produção sustentável, rentável e inteligente.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
