Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, o Corpo de Engenheiros do Exército de Michigan acelerou, em 2025, a análise do projeto que previa a construção do túnel sob o Lago de Michigan para abrigar um trecho de sete quilômetros da Linha 5, substituindo o segmento instalado no fundo do lago havia mais de seis décadas. A revisão ganhou ritmo após a declaração de emergência energética emitida pelo governo Donald Trump, que permitiu a adoção de procedimentos de licenciamento emergencial.
A medida atendeu ao acordo firmado anos antes entre o então governador Rick Snyder e a empresa canadense Enbridge, proprietária do oleoduto, que buscava uma solução definitiva para os riscos de rompimento após o incidente causado por uma âncora em 2018.
Desafios técnicos marcaram o projeto
O túnel projetado pela Enbridge previa instalação a cerca de 30 metros abaixo do leito do lago, com um trecho inicial em declive e outro em aclive acentuado. Por envolver declividades relevantes e a condução de um duto de 36 polegadas, a operação exigia soluções avançadas de engenharia.
Nesse contexto, a empresa brasileira Liderroll acompanhou de perto todas as etapas de aprovação. O presidente da companhia, Paulo Roberto Gomes Fernandes, destacou ao longo daquele período que a complexidade do túnel demandava experiência acumulada em obras similares. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, tratar-se-ia de um dos projetos mais desafiadores já avaliados pela empresa, sobretudo pela extensão em terreno inclinado e pelo diâmetro reduzido do túnel.
A Liderroll aguardava a conclusão da análise para disponibilizar a tecnologia patenteada de lançamento de dutos em túneis, método que havia sido consolidado por Paulo Roberto Gomes Fernandes em projetos como Gasduc e Gastau, no Brasil.
Licenciamento emergencial reduziu prazos
Com a ordem federal, a análise que antes se estendia por cinco anos passou a prever a divulgação de um rascunho da declaração de impacto ambiental ainda em junho de 2025. Shane McCoy, chefe de regulamentação do distrito de Detroit, informou que o processo mantinha todas as etapas técnicas, porém em cronograma reduzido.

Katie Otanez, gerente de projetos regulatórios, esclareceu que os requisitos da Lei Nacional de Política Ambiental continuavam válidos, embora adaptados ao regime emergencial. As audiências públicas também tiveram prazos flexibilizados, limitadas a 15 dias após a publicação do rascunho do relatório ambiental.
Disputas jurídicas continuaram paralelamente
O projeto, consolidado inicialmente no governo Snyder, enfrentava oposição de grupos ambientalistas e de parte das comunidades indígenas. Em 2019, a procuradora-geral Dana Nessel havia iniciado ações para suspender a operação da Linha 5, enquanto a governadora Gretchen Whitmer argumentava que o oleoduto representava riscos aos Grandes Lagos.
Ainda assim, decisões judiciais subsequentes validaram licenças concedidas pela Comissão de Serviços Públicos de Michigan. A Enbridge reforçou que o túnel proporcionaria um oleoduto ainda mais seguro, essencial para refinarias e instalações de propano de toda a região dos Grandes Lagos.
Expectativa brasileira para execução da obra
No Brasil, a Liderroll observava o avanço do processo com atenção. A empresa dispunha de tecnologia patenteada em mais de 50 países para execução de dutos em ambientes confinados, e Paulo Roberto Gomes Fernandes reiterava que o projeto exigiria aplicação rigorosa de métodos especializados.
A perspectiva de contribuição brasileira ganhava força à medida que o Corpo de Engenheiros confirmava os avanços regulatórios. A equipe técnica de Paulo Roberto Gomes Fernandes já havia mapeado todas as condições operacionais do túnel, prevendo desafios tanto na descida quanto na subida do trecho submarino.
De acordo com análises da época, a combinação de tecnologia, experiência acumulada e planejamento minucioso fortalecia o posicionamento da Liderroll como potencial parceira da Enbridge na fase de execução. Assim, o nome de Paulo Roberto Gomes Fernandes consolidava-se como referência internacional em engenharia de dutos aplicados em túneis de alta complexidade.
Autor: Viktor Cardoso
